Joy | Movie Time

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Joy é um daqueles filmes que não se vê muitos comentários. Talvez seja porque ele possui muitos altos e baixos e me pareceu mais um filme indie do que uma produção americana.

Este filme conta a história de Joy uma jovem muito criativa desde criança, mas que por causa dos pais nunca conseguiu explorar essa sua qualidade, já que precisava ajudar em casa. Ela tem tão pouca idade e já está divorciada, tem dois filhos e ainda é a principal responsável pelo sustento da família que é composta pelos filhos, o ex marido, os pais que também estão divorciados e a vó, que é a única que incentiva Joy e a ajuda de verdade. A família em si é uma verdadeira bagunça e desde o começo vemos o quanto a Joy é incrível e batalhadora.

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Em um momento complicado, Joy tem a ideia de criar um novo esfregão capaz de absorver melhor os resíduos e ainda é possível torcê-lo sem usar as mãos. É a partir dai que a história começa a ficar mais interessante porque ela terá que usar toda a sua capacidade de persuasão para conseguir convencer investidores para sua ideia.

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O que eu mais gostei no filme foi a construção da personagem, ela é uma pessoa extremamente real e fácil de digerir. Além disto, a jornada no empreendedorismo é uma parte super interessante e muito bem explorada. Amei a forma como a história desta personagem que foi baseada em uma mulher real, foi contada. Eu não conhecia esta história e tudo pra mim foi uma surpresa.

Como mencionei acima, este filme lembra muito produções estrangeiras ou indies e eu gostei muito disto, mas reconheço que este pode ser um motivo pelo qual este filme não agradará todos os tipos de pessoas. De qualquer forma, eu recomendo, principalmente, para aqueles momentos em que você está afim de fugir da bolha do “hype”.

Feriadão | Maratonas e mais

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Estou tão feliz com esse feriadão que eu resolvi fazer um post para compartilhar o que farei de bom durante esses quatro dias maravilhosos. Preparar uma pausa na vida adulta é tão gratificante que com certeza já está me fazendo bem só em escrever sobre as possibilidades do que fazer neste tempo off.

A primeira coisa que quero fazer é me dedicar aos livros. Gostaria muito de alcançar minha meta de leitura de 2016 e como não li muito no primeiro semestre deste ano, tenho que compensar agora no finalzinho. Para dar um ânimo, descobri que teremos uma maratona de leitura durante esses dias. Estou falando da Feriatona 2.0, organizada por alguns canais do Youtube. Mesmo não preparando um vídeo de #tbr, vou participar e ler A geografia de nós dois, Achados e Perdidos e dar andamento em Outlander – A viajante do tempo.

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Se você ama livros tanto quanto eu, recomendo uma visita a uma livraria e se você com amigos é ainda melhor. Aproveitarei o tempinho livre para passar uma tarde agradável com minhas amigas em um evento literário. Como somos amantes dos livrinhos, sempre perdemos horas e horas discutindo as últimas leituras e vasculhando as livrarias em busca de novos companheiros.

Uma outra coisa que você pode aproveitar para fazer, é uma mudança de visual. Um corte novo, uma nova cor ou para as mais tímidas, um novo penteado. Tirar um tempinho para cuidarmos de nós mesmo é maravilhoso e ainda dá pra ver um episódio daquela série que você tem tentado ver e não consegue.

Por falar em série, dá pra aproveitar e maratonar uma ou várias séries. Eu estou super atrasada em muitas das séries que acompanho, mas já coloquei uma meta para estes quatro dias. Eu vou terminar a segunda temporada de Reign e começar The Crown (falei da estreia aqui).

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Mas, se você não curte se apegar a séries, você pode se dedicar a ver alguns filmes. Eu estou aumentando a frequência em que vejo alguns filmes, pois ultimamente não vinha dedicando um tempo a eles. Recentemente fiz alguns posts indicando alguns filmes que vi e amei. Confira aqui e aqui algumas dessas indicações pra ajudar nas suas escolhas.

When Marnie was there | Estúdio Ghibli

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Acabei de assistir a este filme e precisei vim aqui falar um pouco sobre ele e indicá-lo.

As memórias de Warnie (título em português) é um filme do famoso Estúdio Ghibli e, como não poderia deixar de ser, é encantador, surpreendente e prende a atenção do telespectador desde os primeiros minutos.

A história gira em torno de Anna, uma garota de doze anos que após descobrir um segredo dos pais, torna-se uma garota fechada e isolada. A mãe na tentativa de ver as coisas melhorarem, sobretudo a saúde de Anna já que ela tem asma, a manda para passar as férias de verão na casa dos tios em uma cidadezinha do interior.

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Nessa cidade ela acaba descobrindo uma mansão enigmática e passa a observá-la. É ai que ela conhece Marnie, uma garota loira que está sempre com vestidos. Entre as duas nasce uma bonita amizade e juntas elas vão tentar superar alguns traumas do passado.

Eu adorei a forma como esta história foi contada e me emocionei em diversas partes. A mensagem por trás é muito bonita e o percurso que a Anna teve que trilhar para descobrir a si mesma é mágico. Definitivamente este é um filme que eu indico a todos e espero assistir a mais filmes do estúdio porque gostei muito deste.

One Man Guy | Michael Barakiva

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Este é um daqueles livros curtinhos em que o autor consegue desenvolver os personagens de forma surpreendente.

Alek, um garoto de 14 anos, faz parte de uma família armênia-americana. Os pais nasceram nos Estados Unidos, mas as tradições culturais armênicas ainda é muito difundida em sua vida doméstica. Sua mãe, em particular, está determinada a manter a comida caseira, o respeito pela educação, e o ódio a todas as coisas turcas (devido ao genocídio armênio que ocorreu no passado).

A história começa as vésperas das férias de verão. Porém, os pais de Alek resolveram matriculá-lo no curso de verão da escola para aumentar as notas dele e com isso, ele conseguir cursar matérias avançadas no próximo ano. Obviamente que ele odeia isso, mas algo muito bom acontece: ele conhece Ethan, um garoto descolado do grupinho de possíveis repetentes da escola.

Ethan é um pouco mais velho que Alek, ele é um garoto extrovertido, confiante, que ama andar de skate e está sempre com seu grupinho. Apesar de eu não ter gostado tanto de algumas atitudes dele, ele também é amável e super divertido. A amizade entre ele e Alek se desenvolve, já que ambos estão na aula de álgebra e Ethan irá tornar a vida de Alek bem mais agitada.

É a partir desta amizade que Alek começa a se questionar quanto aos sentimentos que ele está nutrindo por Ethan e é ai que sua melhor amiga, Becky entra em ação para ajudá-lo a entender o que está acontecendo.

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Este é um livro doce e divertido sobre um garoto descobrindo quem ele é. Há um pequeno momento dedicado ao assédio homofóbico, já que Alek tem que se preocupar com a sua comunidade familiar orientada pela tradição cristã armênica. Aliás, preciso falar que os toques armênicos (tem até uma receita no final) dão ao livro um toque único. Eu adorei conhecer sobre a cultura deles.

One man guy prometeu humor e romance, mas ele entregou muito mais do que isso. Há discussões sobre família, amizade, aceitação e reconciliação. É impossível não imaginar uma comédia romântica baseada neste livro. Sinceramente, eu adoraria vê-lo nas telonas e super recomendo a leitura desde já!